terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mais difícil do que lidar com o reconhecimento da submissão é enxergar em si a capacidade para inúmeras possibilidades. Para isso gasta-se uma quantidade exorbitante de energia. A mesma, se encontra em maior parte no limbo. Atitudes inertes, medrosas e acomodadas =  Mentes inquietantes, livres e criativas.
E agora, como faz?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Arte da Abstração



Escreve.
Mas morra escrevendo.
Até cansar.
Pelo menos até dar sono.
Escreve pq o barulho é grande lá fora. 

domingo, 14 de novembro de 2010

Blá blá blá mais gostoso, menina!

 Vim parar aqui para expressar livremente meu saudosismo criativo. Disse livremente pois aqui posso monologar, não há interrupção, crítica nem cobrança. Sou eu com meu blog, apenas isso. Uma delícia, não?

Se saudade virasse cena, estaria agora dividindo o palco no Tablado de Maria Clara Machado com todos os alunos do curso de improvisação. Num dia em que fiquei presa, em que não conseguia sair da tal cena improvisada por nós (alunos) e pelo então professor Ricardo Kosovski. Era de doer o coração e se desesperar. Uma cena puxada, que dependia apenas do nosso imaginário e das palmas do professor para fazer as marcações. Foi quando o professor pediu a nós que fechassemos os olhos e imaginassemos que estávamos presos (pés e mãos amarradas) esperando apenas um assassino chegar para hora da nossa morte, e, a cada batida de palma ele se aproximaria até chegar perto o suficiente para encostar uma arma na nossa cabeça, que eu descobri que era aquilo q certamente eu saberia e desejaria fazer para o resto da minha vida!
Foi ali que me enxerguei como atriz, que descobri potencial além do sonho. Foi ali também que descobri que teria que trabalhar minha percepção, lidar com minha emoção, me esforçar e estudar muuuuuito. Mas isso tudo para quem tinha acabado de se jogar de cabeça, seria uma delícia!! Não saberia definir aquela sensação. Não conseguia parar de chorar, tremer e soluçar. Não tinha limite nem controle sobre meu corpo e minha emoção. Aquilo foi expressivamente verdadeiro.
Quando o exercício terminou, pedi licença para ir jogar uma água no rosto e beber uma água. Lembro-me de ter ido em direção ao professor e dito algo embolado como:
  _  Vou lavar o rosto e beber água, tá? Eu não sei, é assim mesmo? Não consigo sair. To cansada.
E lembro da reação mega normal dele (que ja tinha inventado um outro exercício, como se o anterior fosse a coisa mais comum do mundo). Respondeu com olhar de quem tava entendendo:                                          _  Seja bem vinda, atriz! Vai lá, mas não demora, tá?!      

***Aquilo de alguma forma me confortou. Não a ponto de obter uma concentração prodigiosa até o final da aula, claro!***